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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Convite/comunicado Escola Burity



PREFEITURA MUNICIPAL DE SOLEDADE
SECRETARTIA DA EDUCAÇÃO, ESPORTE E CULTURA
ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E EJA PROFº LUIZ GONZAGA BURITY


A Escola Municipal de Ensino Fundamental e EJA Profº Luiz Gonzaga Burity em parceria com a Secretaria da Educação do Município de Soledade iniciará o ano letivo de 2012 com ações pedagógicas de combate à dificuldade de aprendizagem, motivo que preocupa a escola diante dos resultados apresentados no Índice de desenvolvimento da educação (IDEB), e ainda, no desenvolvimento e rendimento escolar dos alunos.
Diante disto, solicitamos aos senhores responsáveis e pais que compareçam a escola no período de: 28 de novembro a 15 de dezembro de 2011, para a realização da pré-matrícula, caso seja desejo do aluno cursar o 6º ano nesta instituição de ensino em 2012. Também devem comparecer alunos concluintes do 6º ano na escola.
Informamos ainda que os estudantes devem se submeter a um teste de classificação que será realizado no dia 22 de dezembro. O aluno receberá no ato da matrícula um cartão que indicará o dia, o horário, a sala e local de realização da prova.
A sua contribuição é muito importante, assim, não deixe de realizar neste período a matrícula dos seus filhos, também não os deixe fora deste teste. Contamos com sua participação e sabemos que sem você não poderemos fazer melhor, ou caminhar em busca de melhores resultados.





Soledade, 23 de novembro de 2011.


Coordenação Pedagógica

domingo, 20 de novembro de 2011

“Soledade nasce no crauá e nele florescerá”

Por Abdias Correia de Cantalice*

O título acima foi citado pelo Padre José Antônio Maria Ibiapina na ocasião em quer se deparou com essa terra quente, árida e seca de nossa região. Soledade, localizada no Extremo Oriente do Cariri Histórico da Paraíba (hoje Curimataú, segundo o IBGE), foi festejada com os passos deste líder religioso que pousou suas graças e sua bênção nesta terra de infortúnio, de ausências, de solidão.

Padre Ibiapina é o apóstolo do Nordeste. Esta relação simbólica entre o místico, o mítico e o religioso foi provocada por uma necessidade cultural relacionada com o social. O Brasil do século XIX e início do século XX era palco de extremas desigualdades sociais. No Nordeste a situação era pior. Calamidades naturais agravavam ainda mais a situação: secas que ceifaram milhares de vidas; doenças que dizimaram outros milhares; latifúndio opressor e massacrador das massas populares, que oprimiam os pobres já oprimidos; produziram nas classes pobre sertaneja um sentimento profundo de cunha religioso. Surge com isso a figura do beato, do padre como propulsor das verdades e das boas novas para aqueles que viviam de infortúnio e ausência. A figura do beato nos tempos de outrora teve sua importância na formação social e na consciência cristã deste povo ordeiro do Nordeste brasileiro tão a margem das propostas políticas. Nomes se consagraram nacionalmente. Dentre os diversos líderes religiosos podemos destacar: Antônio Conselheiro, na Bahia; O Monge José Maria, na região Sul; Padre Cícero Romão, no Ceará. Líderes com propósito diversos, mas que nos movimentos liderados por eles confluíram misticismo, revolta, política e principalmente sincretismo religioso.

A inversão cronológica feita com a citação de tais religiosos serve para fazer alusão ao sentimento voltado para o divino do povo sertanejo e que tinha neste último (Padre Cícero) a representação máxima do Divino. Com Soledade não seria diferente.

O Padre Ibiapina nasceu em 05 de agosto de 1806. O local de nascimento é contraditório. Alguns biógrafos afirmam que ele nasceu na freguesia de Sobral, no Estado do Ceará. A relação com a religiosidade já se dá no seu nascimento, pois não havia pároco naquele povoado, razões que seus pais o levaram para o batismo na fazenda Olho d’água de Jaibara. A Revista Instituto do Ceará pagina 292/293 (1966) enfatiza que “a atual e florescente cidade de Ibiapina antiga Aldeia do diabo Grande é de fato o berço do glorioso Padre Ibiapina”.

Parte de sua educação é confiada ao Padre Antônio Manuel de Souza, sendo, pois grande influenciador dos dotes religiosos do “Servo de Deus”. Formou-se em direito, exercendo funções correspondentes com sua formação, mas foi na vida religiosa que mais se realizou, sendo assim, o inicio dos passos caridosos desempenhados nas regiões do Brejo, do Cariri e do Sertão Paraibano. Nestas caminhadas chega á Soledade.

Entre suas inúmeras obras estão as famosas “Casas de Caridades” e os “Campos santos”, este ultimo está diretamente ligado com a História de Soledade. Foram com estas ”Casas” e “Campos Santos” que o padre Ibiapina adentrou aos sertões, passando pelo Brejo, (deixando marcas Históricas em várias cidades, principalmente na cidade de Arara) e pelo Cariri, Terra árida, Terra quente, Terra deserta, comumente Soledade. Padre Ibiapina passando por São Francisco (atual Olivedos), em 1965 iniciou o trabalho de ereção de uma igreja para o qual recrutou moradores da vizinhança, não levando a cabo em detrimento de um do desentendimento que houve entre o missionário e o senhor, com patente de capitão, João Tavares de Brito, sendo erguida tempos depois por outra geração. O padre despediu-se da amistosa população se direcionando para outra região propícia a construção de um Campo Santo.

Dez anos antes em 1856, a Paraíba com população de 300 mil habitantes, passava por mais uma calamidade pública, proveniente de um surto de Cólera Morbus, levando a morte de mais de 10% da população da província. No Cariri a situação se complicava pela situação árida do clima em nossa região. Em Soledade o surto também ceifou diversas vidas, dentre elas foram vitimas fatais. Ana de farias Castro e seu pai (José Félix); Sebastiana (filha de Manuel Bezerra do vale), Manuel Elvídio (irmão de Sebastiana) e Tomás Ferreira de Miranda.
Ana de Farias Castro, possivelmente irmã de Manuel de Farias Castro: Fundador de Taperoá, foi vitimada pela epidemia de Cólera morbus. Aninha, como era conhecida, ao passar temporada na casas de seu tio Tomás Ferreira, na mediação da atual Soledade, foi acometida da doença, sendo apresentada colericamente. Isso a levaria a morte.. Sobre sua ultima morada foi erguida uma capelinha a pouca distância de um lugar chamado de Malhada das Vacas ou como era por todos conhecidos de Malhadas das Areias Brancas, nome primitivo de nossa Soledade e que leva o titulo do livro de Inocência Nóbrega Filho, um ilustre filho de nossa terra e autor da melhor obra sobre a história de Soledade.

A capelinha construída em homenagem a Aninha passou incólume por 10 anos, sendo lembrada, somente, em 1866 pelo então Apóstolo dos Sertões, Padre Ibiapina que acompanhado do irmão Inácio, aproximou-se da cova de Aninha e sabe da situação de que o cemitério para o qual era levado a gente da região, dista em mais de 20 quilômetros. O Padre Ibiapina convoca moradores da região para a construção de um cemitério, demolição de uma antiga capela e construção de uma capela maior anexa à necrópole. Este fato ocorrido em 1866 com apoio de vários moradores da região. É o inicio do povoamento de Soledade, graças à persistência do Sacerdote Ibiapina que fecunda o óvulo para o nascimento da hoje, próspera Soledade.

Padre Ibiapina hospedou-se numa casinha de taipa, hoje localizado na rua Dr. Gouveia Nóbrega próximo a então capelinha, atual Igreja Matriz de Soledade.

Durante a construção, sempre á tardinha Padre Ibiapina aproveitava para pregar sermões. Alguns deles enriquecidos por festividades e brincadeiras. Isso durante quase cinco meses, pois somente em agosto de 1866 o Padre Ibiapina deixa esta terra por ele fundada, sendo que ele (Padre Ibiapina) perpetua na memória deste povo, ordeiro e religioso que tanto o admira.

A toponímia do município apresentou-se um tanto conflituosa para o beato em razão de o ambiente ser um lugar deserto, ermo, ele sugere o nome de Solidão, não sendo aceito por parte da população. O impasse persiste e em meio às diversas sugestões, democraticamente escolhidas, entre os presentes, optam por Soledade. Sabe-se que esta localidade era chamada de Malhada das Areias Brancas, alguns chamavam de Malhada Vermelha, pela quantidade de barro vermelho que houve ali, sendo assim surge Soledade com a aprovação do Santo missionário que enfaticamente menciona: “Neste momento proclamo a fundação de Soledade“. E, vigorosamente cita: “Soledade nasce no Crauá e nele florescerá!”.

NOBREGA FILHO, Inocêncio. Malhada das Areias Brancas. Escola Tipográfica São Francisco, Fortaleza, 1974.

*Abdias Correia de Cantalice nasceu em Gurjão em 1975. Hoje reside em Soledade, onde realiza trabalhos na Área de Educação e Cultura. É Professor de Língua Portuguesa e Literatura, na Rede Estadual de Ensino e da Rede Municipal de Ensino. É Sócio do Instituto Histórico Geográfico do Cariri Paraibano e Sócio Fundador da Fundação Cultural Casarão Ibiapinópolis. (esta em Soledade – PB)

sábado, 19 de novembro de 2011

Comissão vota alterações no sistema de avaliação do ensino fundamental


Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) deve votar na próxima terça-feira (22) projeto de lei que torna obrigatória a avaliação da aprendizagem do Português e da Matemática ao final do 3º ano do ensino fundamental para os alunos que estudam dentro do regime de ciclos ou progressão continuada.
Apresentado pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 414/2011 estabelece ainda que aos alunos com desempenho insatisfatório nessa avaliação deve ser garantido reforço pedagógico intensivo. As atividades de apoio devem ser realizadas em turno diferente daquele frequentado regularmente pelo aluno, e terão de se estender ao longo de todo o 4º ano do ensino fundamental.
Em sua justificação, Paulo Bauer alerta para os riscos dos modelos de "promoção automática" na aprendizagem dos alunos, a despeito dos benefícios da grande difusão do ensino fundamental em ciclos.
O relator da matéria, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), assinala que educadores e formuladores de políticas educacionais têm divergido sobre o regime de progressão continuada. Para os críticos, a progressão continuada apenas retarda a percepção das fragilidade de nossas escolas: "ao final de um ciclo, muitos alunos demonstram não ter adquirido o conhecimento que as instituições de ensino têm a obrigação de lhes oferecer", destaca o relator.
Há, ainda, assinala Cristovam, quem critique o sistema de progressão continuada sob o argumento de que ele constitui um esforço dos governos que o adotam para reduzir, artificialmente, a retenção de alunos nas séries iniciais do ensino fundamental, com objetivos financeiros e promocionais. Ainda que essas críticas não sejam totalmente improcedentes, argumenta o senador, a organização do ensino fundamental em ciclos é preferível à alternativa que existe no momento para ela: "o retorno à perversidade da cultura da repetência".
Propriedade industrial A CE também deverá votar o Projeto de Lei do Senado (PLS) 308/2006, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que amplia a proteção da marca contra o uso de sinais visuais idênticos ou semelhantes em outros ramos da atividade econômica. Ao alterar a Lei de Propriedade Industrial, o projeto também amplia o rol de tipos penais, de modo que seja considerado ato de concorrência desleal a utilização ou imitação de marca. Estaria igualmente cometendo ilegalidade aquele que usasse expressão ou sinal de propaganda alheios, a fim de prejudicar a imagem do titular de uma marca.
O relator do projeto, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), recomenda a aprovação da matéria com as emendas já aprovadas pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Cyro Miranda ressalta que o uso pejorativo da marca por terceiro, com prejuízo à imagem ou ao prestígio da marca do titular, caracteriza danos morais, conforme a Súmula nº 227 do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Orçamento Logo após a reunião ordinária da CE, que tem início às 11h, será realizada uma reunião extraordinária para discussão e votação das emendas da comissão à Lei Orçamentária Anual (LOA-2012). A relatoria está a cargo do senador Cristovam Buarque.

Publicado por:
http://paraibaonline.com.br/index.php/editorias_inc/4/829524

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Por que criar um Blog?

            Parece fácil responder essa pergunta, mas na verdade não é! Com ela surgem outras perguntas. Tais. Qual a utilidade de um blog? Política? Valorização da Sociedade? Emancipação de si mesmo?  Promoção de algum evento? São muitas as perguntas e são poucas as respostas, a priori só vejo uma: a exposição da vaidade humana! Somos vaidosos e queremos sempre está em ênfase. As pessoas nos olham e diz “Olha o blogueiro Fulano”. A de se considerar que diante desta modernidade dúbia surgiram várias profissões, dentre elas o Blogueiro profissional. Este, associando assuntos polêmicos a certas comicidades produzem uma demanda exagerada de visualizadores de blogs, para que depois se possa dizer: “adorei seu blog”. Isso nos deixa feliz e preocupado. Feliz por imaginar que o link que marca a visualização do blog possa indicar o quanto o povo ler. Preocupado por imaginar que este número não passa de um factoide e que o povo ler muito pouco. Livrarias que se fecham. Jornais de pouca circulação. Revista que não chegam aos confins intelectivos de uma população de poucos intelectuais.
            Mas façamos outra pergunta. Por que você, Abdias, criou um blog. A minha resposta é a seguinte: Não sei! Sou vaidoso? Digo, sou humano. Sou Político? O homem é um animal político. Sou comediante? Com meus textos não tento ser engraçado. Sou blogueiro profissional? Com certeza não! Então para que se criar de fato um blog? Por ser professor possa-se querer que se façam apologias a Educação. Por ser ativista Cultural queiram que divulguem a Cultura, ou mesmo alguma atividade relacionada com educação e cultura. Vejamos. Falar de educação não é fácil. Discutir cultura, também não. Tentarei discutir o indiscutível, para um blog, é claro. Há quem crie um blog para expor-se num bajulismo penoso. Estou aliado de A, teço comentários apologéticos sobre A. Sou oposição a B critico B. E esse vai e vem sem fim nem norte da espécie humana que não se encontrou. Resta se imparcializar e falar de coisas as mais triviais possíveis. Política é trivial? Para alguns sim. Cultura é trivial, Para alguns sim. Educação é trivial, Para o brasileiro que detém o poder sim. Resta lembrar-se daqueles para quem a educação, a cultura é importante. O aluno, que espera uma educação melhor. O aluno que quer ter acesso a cultura, seja ela qual for. O aluno que poderá ser eleito e eleitor.
            Portanto este blog que sairá deste silenciamento após tantos tempos de criação e poucas postagens começará com a crônica do silêncio, da não verbalização, da ausência. Que os blogueiros profissionais me perdoem, mas não acho que piadinhas de mau gosto, vídeos constrangedores, práticas preconceituosas, não sejam elementos de divulgação cultural, política, educacional. Nem acho que isso contribua para o engrandecimento desta população de poucos leitores. Mas espero que quem acesse este blog, possa terminar a leitura dos textos e possam comentar com a devida maturidade de quem leu e entendeu.
             Vamos para a Primeira Crônica:

Por uma avaliação formativa

Na última década, a avaliação educacional passou a ocupar lugar central nas políticas públicas de educação no Brasil, em documentos oficiais sobre parâmetros e diretrizes para a educação básica. Do ponto de vista teórico, ampliou-se bastante o conjunto de referências sobre ações e estratégias de avaliação, em todas as formas de organização escolar do processo de ensino-aprendizagem. Isso possibilitou um direcionamento para proposições que valorizem os procedimentos avaliativos numa outra perspectiva. Avaliação é um processo contínuo que deve ser buscado diariamente dentro das instâncias escolares. A própria LDB enfatiza os processos avaliativos como procedimentos voltados para e eficácia do ensino, Um passo decisivo para o avanço da reflexão em torno da progressão continuada se configurou no capítulo da Educação Básica da atual Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL, 1996), que estabelece alguns critérios para a avaliação, em seu artigo 24:


A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar (...)

Isso já deixa claro que o campo da avaliação não é tão simples quanto se pregam os mais otimistas e os menos aparelhados. Temos obrigações como gestores que juntamente com a criação do projeto Político Pedagógico deve direcionar nesta construção pautas de análises avaliativas, introduzindo, inclusive, a discussão sobre avaliação contínua, claro que devemos elencar as dificuldades enfrentadas em qualquer processo de mudança. Em decorrência dessas dificuldades, têm sido cada vez mais frequentes, por exemplo, as manifestações de descrédito quanto às ações avaliativas, em posições expressas por professores e pais, em reuniões formais ou interações mais espontâneas: “Não existe mais avaliação; o papel do professor ou da professora é anulado, porque não se pode mais reprovar; sem a nota, acaba a motivação do aluno, que não precisa se esforçar para alterar resultados...” São esses alguns dos questionamentos enfrentados por nossa gestão em reuniões escolares.  Essa perplexidade se traduz em um questionamento central: afinal, o que o indivíduo aprendeu? Como saber se ele está se desenvolvendo, de fato, na escola? Na base dessas e de outras incompreensões e equívocos, podem ser localizadas duas situações mais frequentes, relacionadas aos sistemas de organização escolar que temos adotado:
a)     Avaliação contínua, voltada para projetos escolares, como discussão sobre lixo, dsts, meio ambiente e outros temas transversais que geralmente são apresentados em uma culminância em meses definidos em reuniões;
b)     Avaliação técnica formativa e tradicional em que serve como parâmetro para o fechamento do bimestre, servindo como um termômetro que organiza a estrutura administrativo-pedagógica da escola.
Isso serviu para que os nossos professores pudessem melhor se organizar em suas realizações burocráticas, e de fato favoreceu ao andamento das questões burocráticas da escola.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Por uma educação integral (parte 2)

Notadamente, discutir educação no Brasil, seja ela integral, seja ela em apenas um turno, não é tarefa fácil. Muito menos para aqueles que acreditam ter a sabedoria e a varinha de condão para o sucesso da educação básica. O Brasil, pais com dimensões continentais, traz em sua diversidade o que mais se percebe de desigualdade. Mas acreditamos que com os avanços daqueles que formam (as Universidades) possamos encontrar caminhos melhores para o aprendizado do alunado de educação fundamental. Oxalá as academias aceitem suas obrigações como fato de efetiva proposição, chegaremos ao sucesso.
A Escola brasileira Está em crise por haver inúmeros falaciosos que se propõem salvadores dos menos favorecidos e propositores da boa nova. Não dá para acreditar em propostas que sejam construídas em ambientes fechados, sem a provocação dos que estão em contato imediato com os alunos. E neste caso, devo mencionar Diretores, Coordenadores, Professores e equipe técnica da escola de educação básica. Estes são sabedores de fato de onde se deve atuar. A título de exemplo cita-se os recursos destinados por órgãos de fomento a educação, como o FNDE, com o programa PDDE (Programa Dinheiro Direto a Escola) que tem sido motivo de grandes avanços na educação em escolas que tem Unidades Executoras.
Pouco dinheiro, mas que mesmo assim sua aplicação tem demonstrado a efetiva atuação e o destino final para à escola e para o aluno que tanto necessita. Discutir educação integral preocupa e muito, pois será que mais uma vez destinará recursos sem as devidas averiguações de aplicabilidade? Fica-se a dúvida. Não se entende como pessimismo, mas num país que se gasta fortunas com corrupção, não dá para entender educação nestes moldes. Menos de um por cento dos recursos desviados retornam aos cofres públicos, através de ações na justiça. Investir em cultura para a juventude através de pontos de cultura. Investir em esportes com quadras poliesportivas, permitindo uma maior inclusão. Investir formações complementares para os jovens e para as famílias possibilitará uma melhor adaptação nos campos de interação social. Investir em cursos técnicos para este jovem adentrar ao primeiro emprego, permitirá o crescimento do indivíduo.
Portanto, antes de falar em educação integral, fale em aplicação devida dos recursos e possibilidade de interação do aluno com os campos da cultura e da sociabilização. Cultura, Esporte e Educação estão em sintonia para um crescimento de um povo.

Por Abdias Cantalice

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Por uma educação integral (parte 1)

Discute-se muito sobre o aumento dos dias letivos no Brasil como propostas para um resultado de excelência na educação. O que há, na verdade, são propostas falaciosas de quem não entende de Educação. Ser governo é está em sintonia constante com os números. Estes (os números) são frios e não representam verdades absolutas. 200 dias letivo, ou mesmo 220, ou quem sabe 2000 dias letivos, não propiciará a excelência de uma educação que pontua enfaticamente a desigualdade entre categorias existentes no campo do trabalho. Um ponto a mais numa cirurgia não salvará o paciente.
Até quando estes governantes subservientes das mercadorias de impostos (dinheiro, muito dinheiro) darão propostas de fato, que sirvam pelo menos para suavizar as desigualdades existentes no país e na educação? Acho que o que falta no Brasil, não é o aumento dos dias letivos. São, na verdade, metas maduras e que possibilitem uma pedagogia calcada no preciosismo do aluno, como indivíduo capaz de estar no mundo. O que pode propor um cidadão que em um gabinete recheados de assessores bajuladores dizendo que tudo está bem possa construir e contribuir para a efetivação de políticas mais eficazes. Não, não pode!
O conselho que eu dou para o Ministério da Educação é que leia o documento final das conferências realizadas no Brasil desde 2006. Não falo somente na CONAE, mas em outras, pois todas construíram suas metas tendo como base a escola. Sociabilização, interatividade, participação, unidade, respeito, etc. São essências da qualificação do cidadão.
Claro que criticar e não propor é mais que uma aberração. Vejamos:
Melhores salários já virou clichê, mas vamos lá. Melhoria salarial;
Adequação indivíduo com o meio. Não se pode conceber educação sem as menores condições de espaço;
Desatrelar a educação do aluno com programas sociais. Gasta-se muito sem atacar de fato o problema. Deve se investir não formação familiar. Quem tem que vir a escola necessariamente é o pai e a mãe. Recebe bolsa-família se os pais virem pelo menos cinco vezes na semana na escola do filho. Se faltar um dia corta-se a renda do mês corrente.
Ampliar a atividade do aluno em sala de aula, introduzindo outras habilidades, ou seja, propor a atuação deste aluno no campo artístico-esportivo;
Outro fato que contribui para a situação crítica da educação do país é a corrupção. Gasta-se muito com corrupção e investe-se pouco em educação. A solução é criar mecanismos que coíbam práticas danosas ao patrimônio público nacional. (Cadeia, para quem merece)
Continua no próximo texto. Devo parar para que você leitor incomodado com a proposta se revolte e busque novas informações.

Até a próxima postagem!

Por Abdias Cantalice