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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Por uma avaliação formativa

Na última década, a avaliação educacional passou a ocupar lugar central nas políticas públicas de educação no Brasil, em documentos oficiais sobre parâmetros e diretrizes para a educação básica. Do ponto de vista teórico, ampliou-se bastante o conjunto de referências sobre ações e estratégias de avaliação, em todas as formas de organização escolar do processo de ensino-aprendizagem. Isso possibilitou um direcionamento para proposições que valorizem os procedimentos avaliativos numa outra perspectiva. Avaliação é um processo contínuo que deve ser buscado diariamente dentro das instâncias escolares. A própria LDB enfatiza os processos avaliativos como procedimentos voltados para e eficácia do ensino, Um passo decisivo para o avanço da reflexão em torno da progressão continuada se configurou no capítulo da Educação Básica da atual Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL, 1996), que estabelece alguns critérios para a avaliação, em seu artigo 24:


A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar (...)

Isso já deixa claro que o campo da avaliação não é tão simples quanto se pregam os mais otimistas e os menos aparelhados. Temos obrigações como gestores que juntamente com a criação do projeto Político Pedagógico deve direcionar nesta construção pautas de análises avaliativas, introduzindo, inclusive, a discussão sobre avaliação contínua, claro que devemos elencar as dificuldades enfrentadas em qualquer processo de mudança. Em decorrência dessas dificuldades, têm sido cada vez mais frequentes, por exemplo, as manifestações de descrédito quanto às ações avaliativas, em posições expressas por professores e pais, em reuniões formais ou interações mais espontâneas: “Não existe mais avaliação; o papel do professor ou da professora é anulado, porque não se pode mais reprovar; sem a nota, acaba a motivação do aluno, que não precisa se esforçar para alterar resultados...” São esses alguns dos questionamentos enfrentados por nossa gestão em reuniões escolares.  Essa perplexidade se traduz em um questionamento central: afinal, o que o indivíduo aprendeu? Como saber se ele está se desenvolvendo, de fato, na escola? Na base dessas e de outras incompreensões e equívocos, podem ser localizadas duas situações mais frequentes, relacionadas aos sistemas de organização escolar que temos adotado:
a)     Avaliação contínua, voltada para projetos escolares, como discussão sobre lixo, dsts, meio ambiente e outros temas transversais que geralmente são apresentados em uma culminância em meses definidos em reuniões;
b)     Avaliação técnica formativa e tradicional em que serve como parâmetro para o fechamento do bimestre, servindo como um termômetro que organiza a estrutura administrativo-pedagógica da escola.
Isso serviu para que os nossos professores pudessem melhor se organizar em suas realizações burocráticas, e de fato favoreceu ao andamento das questões burocráticas da escola.

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