A escola Burity inicia o ano de 2011 no caminho certo: O Projeto Político Pedagógico da escola.
Segundo Veiga(1995),um Projeto Político Pedagógico – PPP, ultrapassa a dimensão de uma proposta pedagógica. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais e coletivos da população majoritária. Ele é fruto da interação entre os objetivos e prioridades estabelecidas pela coletividade, que estabelece, através da reflexão, as ações necessárias à construção de uma nova realidade. Antes de tudo, é um trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo: professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a comunidade como um todo.
O político e o pedagógico são dimensões indissociáveis, porque propiciam a vivência democrática necessária à participação de todos os membros da comunidade escolar.
Essa prática de construção de um projeto, deve estar amparada por concepções teóricas sólidas e supõe o aperfeiçoamento e a formação de seus agentes. Só assim serão rompidas as resistências em relação a novas práticas educativas. Os agentes educativos devem sentir-se atraídos por essa proposta, passando a ter uma postura comprometida e responsável. Trata-se, portanto, da conquista coletiva de um espaço para o exercício da autonomia. Essa autonomia, porém, é relacional, não deve ser confundida com apologia a um trabalho isolado, marcado por uma liberdade ilimitada, que transforme a escola numa ilha de procedimentos sem fundamentação nas considerações legais do sistema de ensino, perdendo, assim, a perspectiva do todo. A autonomia implica também em responsabilidade e comprometimento com as instituições que representam a comunidade (conselhos de escola, associações de pais e mestres, grêmios estudantis, entre outras), para que haja participação e compromisso de todos.
Essa prática de construção de um projeto, deve estar amparada por concepções teóricas sólidas e supõe o aperfeiçoamento e a formação de seus agentes. Só assim serão rompidas as resistências em relação a novas práticas educativas. Os agentes educativos devem sentir-se atraídos por essa proposta, passando a ter uma postura comprometida e responsável. Trata-se, portanto, da conquista coletiva de um espaço para o exercício da autonomia. Essa autonomia, porém, é relacional, não deve ser confundida com apologia a um trabalho isolado, marcado por uma liberdade ilimitada, que transforme a escola numa ilha de procedimentos sem fundamentação nas considerações legais do sistema de ensino, perdendo, assim, a perspectiva do todo. A autonomia implica também em responsabilidade e comprometimento com as instituições que representam a comunidade (conselhos de escola, associações de pais e mestres, grêmios estudantis, entre outras), para que haja participação e compromisso de todos.
Postado por Escola Municipal Pº Luiz Gonzaga Burity
A Por uma escola cidadã: Projeto Político Pedagógico
A Por uma escola cidadã: Projeto Político Pedagógico
Discutir o Projeto Política Pedagógico, PPP daqui em diante, é na verdade olhar criteriosamente a Escola, fazer um raio-X de toda a realidade em que a escola está inserida. Mas devemos considerar em primeiro lugar o envolvimento dos partícipes desta Escola. Quem está de fato envolvido com a escola? O que temos como atuação de docentes e de discente? Há envolvimento daqueles que são os imediatos da escola (alunos e professores).
A educação no Brasil hoje é pautada nas discussões de conflitos: discute-se salários, discute-se carga horária, se estivermos envolvidos nas proposições de construção e de escolhas sobre o PPP, construiremos uma política educacional que valorize a democracia. A função do Gestor escolar é dirimir metas e objetivos que pleiteiem a valorização da entidade organizacional de uma gestão, sendo pois, a figura do Gestor que orientará, dando as devidas condições, o processo de construção e elaboração do PPP.
Devemos levar em consideração que o gestor deve trabalhar sistematicamente pela realização do Projeto. Não é algo que se constrói em algumas reuniões, mas durante todo o processo de existência da Escola. Construir o Projeto Político da Escola é da sentido as aplicabilidades da gestão. Democracia se faz com participação e se todos participarem da elaboração o caminho ficará mais positivo e os resultados serão mais explícitos.
Precisamos de direcionamento, pois não se constrói um PPP sem vontade política e entendimento de direitos e deveres. Como bem afirma Gadotti (2000) :
Não se constrói um projeto sem uma direção política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é também político, O projeto pedagógico da escola é, por isso mesmo, sempre um processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola.
A vontade política e o direcionamento de ações propiciarão e viabilizarão sua construção adequada e recheada de construtos eficazes para as metas elaboradas. Educação escolar deve ser orientada por uma proposta que se adeque a realidade social, histórica e política da comunidade voltada para o desenvolvimento local.
Em época de discussão sobre sustentabilidade construir um PPP que valorize a cultura e as construções identitária só elencará os anseios da comunidade escolar que busca estar consciente de seus anseios.
Na escola em que estou Gestor, a busca tem sido dolorosa, pois culturalmente estamos enraizados em posturas clientelistas que preferem valorizar as discussões menos apropriadas, do que responder as diversas demandas provenientes de um Projeto Político pedagógico. Mas acreditando no trabalho e nos caminhos que estamos seguindo construiremos este documento que serve para o crescimento institucional da educação do município.

